PCB

Hoje é dia de lembrarmos do centenário do PCB – Partido Comunista Brasileiro. Fundado em 25 de março de 1922 em Niterói, sob o nome Partido Comunista do Brasil (mas com a mesma sigla, PCB), o partido construiu ao longo de sua história uma intensa relação com a cultura e o carnaval, especialmente no Rio de Janeiro. 

Nesses 100 anos de história, nomes como Cândido Portinari, Jorge Amado (que chegou a ser eleito deputado federal pelo PCB em 1946), Oscar Niemeyer, Paulo da Portela, Wilson Baptista, Pagu, Ferreira Gullar, Zélia Gattai, Tarsila do Amaral, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e outros tantos foram orgânicos ou simpatizaram com as ideias do PCB, demonstrando isso, cada um a seu modo, na sua forma de fazer arte. 

No âmbito do carnaval, o PCB chegou a ter forte influência na organização do desfile das escolas de samba nos anos 1940. Esse é um dos motivos, segundo relata Sérgio Cabral no livro “As Escolas de Samba do Rio de Janeiro”, para o PCB ter eleito a maior bancada da Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 1947. Nessa época as escolas de samba chegaram a fazer um desfile fora de época, no estádio S. Januário, só com sambas em homenagem a Luís Carlos Prestes.

Posteriormente, o PCB e suas lideranças foram temas de desfiles. Foi assim com Jorge Amado no Império Serrano e na Imperatriz Leopoldinense, Cândido Portinari na Mocidade Independente e a homenagem a Luís Carlos Prestes na Grande Rio. 

Atualmente, o PCB é o responsável pela organização, no Rio de Janeiro, do bloco Comuna Que Pariu, que desfila às segundas-feiras de carnaval, sempre com sambas “politizados e politizantes”.

Lembrar dos 100 anos do PCB é lembrar da história daqueles que resistem e re-existem na contramão da história brasileira. Os comunistas são, de certa forma, como os sambistas: constróem no dia a dia um mundo diferente, com mais liberdade, sem preconceitos e com igualdade social.

25/03/2022