Fundada a partir da fusão de 3 blocos carnavalescos de uma das maiores favelas da América Latina, em 30 de março de 1988, a Acadêmicos da Rocinha hoje está um tanto distante de seus melhores momentos. Com o último lugar no desfile da Série Ouro em 2020 a escola voltou a desfilar na Intendente Magalhães e busca se reconstruir, assim como já fez em outros momentos.
Tal qual outras escolas, a Rocinha teve uma ascensão fulminante em seu começo. Com a participação do carnavalesco Joãosinho Trinta em seus primeiros desfiles, a agremiação foi logo campeã de grupos inferiores em 1989, 1990 e 1991, chegando ao Grupo A (nome da segunda divisão à época) em 1992, quando apresentou o enredo “Para Não Dizer Que Não Falei das Flores”, responsável por um dos maiores sambas-enredo da escola.
Depois de se estabilizar no grupo, a escola foi vice-campeã do carnaval de 1996 e conquistou o direito de desfilar entre as maiores do carnaval em 1997. Na sua estreia no Grupo Especial, a Rocinha optou por um enredo polêmico: a escola se aproveitou do fim da proibição de temas estrangeiros para os enredos e trouxe para o desfile o universo infantil dos parques da Disney, com “A Viagem Fantástica do Zé Carioca à Disney”. A aposta não deu certo: a Rocinha não foi bem em sua apresentação e acabou ficando em último lugar, voltando para o Grupo A.
Nos anos seguintes, a escola alternou bons e maus desfiles no Grupo A, chegando a desfilar na Intendente Magalhães. Em 2006, desfilou novamente pelo Grupo Especial, tendo ficado em último lugar, voltando ao Grupo A.
Desde então, a escola obteve sua melhor colocação em 2017, com um 6º lugar. É deste ano também o enredo da escola que mais chamou atenção, com a homenagem a Viriato Ferreira, um importante personagem do carnaval carioca. Viriato foi figurinista, trabalhando com Joãosinho Trinta na Beija-Flor, e carnavalesco, tendo desenvolvido trabalhos na Portela e Imperatriz Leopoldinense.
Nesses últimos anos, a escola também contou com carnavalescos que fizeram grande trabalhos em importantes escolas do Grupo Especial. Foi assim com Alex de Souza, Fábio Ricardo, Marcus Ferreira e João Vitor Araújo (campeão do carnaval de 2025). Desde 2022, a escola desfila na Série Prata e busca sua volta para o palco maior do carnaval carioca. Em 2026, o enredo vai ser “Alafiou! Caminhos abertos para a vitória”.
