Acadêmicos do Cubango

Em 17 de dezembro de 1959, foi fundada a Acadêmicos do Cubango, escola de samba que trouxe grandes contribuições para o carnaval do Rio de Janeiro. Ao longo de toda a sua trajetória, a “verde-e-branco lá de Niterói” trouxe muitas vezes a temática afro em seus desfiles.

Assim como a Unidos do Viradouro, a Cubango também iniciou sua trajetória no carnaval na cidade, tendo conquistado 11 títulos do grupo especial de Niterói. 

Essa trajetória de vitórias começou em 1967, quando foi campeã com o enredo “O Brasil pintado por Debret”. Foi nos anos 1970 que a escola teve seu auge, quando conquistou 6 títulos, incluindo um pentacampeonato (de 1975 a 1979). Foi também nessa década que a escola trouxe pela primeira vez na sua história um enredo afro, com “Coroação do Rei Congo em Sabará”, em 1972 (ano em que foi campeã). 

A partir de então, a Cubango e sua comunidade passaram a se identificar com essa temática, que passou a ser frequente nos desfiles da agremiação. Uma dessas vezes foi em 1979, com o enredo “Afoxé”, cujo samba-enredo foi gravado por Elza Soares, algo até então inédito para uma escola de Niterói. 

Nos anos 1980, devido ao enfraquecimento do carnaval niteroiense, a Cubango decidiu se apresentar no carnaval carioca, começando a desfilar nos grupos de acesso em 1986. A escola então teve uma rápida ascensão, chegando ao Grupo A (a segunda divisão) em 1996. Após alternar alguns anos entre os Grupos A e B, a escola se consolidou no Grupo A a partir de 2003 (a exceção foi 2009). 

Na Sapucaí, a escola fez grandes apresentações, mantendo sua trajetória iniciada lá nos 1960. No final da década de 2010, a Cubango ficou no quase, chegando a ganhar o prêmio Estandarte de Ouro de melhor escola do Grupo A em 2018 e 2019 (quando foi vice-campeã). Em 2022, ela foi injustamente rebaixada para a Série Prata, onde agora segue lutando para voltar à Sapucaí. Para 2026, o enredo é “Àyàn, o Espírito dos Tambores”.