Fundada em 02 de agosto de 1992, no Largo do Tanque, a Renascer de Jacarepaguá, atualmente na Série Prata, teve grande destaque no carnaval carioca na década de 2010, chamando atenção pela qualidade dos seus sambas.
Desde a sua fundação, a escola bebeu na fonte do bloco Bafo do Bode, que animou os foliões cariocas, de 1959 até a fundação da Renascer. O Bafo do Bode realizava desfiles em Jacarepaguá e também no centro do Rio de Janeiro, participando dos concursos de blocos de enredo.
Diferente de outras escolas de samba que desfilaram na Série Ouro nos últimos anos e tiveram uma rápida ascensão, a Renascer demorou um tempo maior para subir degraus até chegar na Sapucaí. Foi somente na virada do século que a escola conseguiu começar sua ascensão. Foi assim então que a escola desfilou pela primeira vez no Grupo A em 2005.
Após se consolidar no Grupo A, a escola chegou ao Grupo Especial em 2012. Mas a escola não teve uma boa apresentação e acabou sendo rebaixada.
De volta ao Grupo A, a escola resolveu inovar: com dificuldades em fazer disputas de samba por conta da falta de acesso a sua quadra devido às obras da Transcarioca, a agremiação optou pela encomenda de samba. Ainda que essa opção traga atualmente uma série de questões e contradições, na época isso foi importante para a escola.
A partir de 2014, contando com sambas-enredo de Claudio Russo, e Moacyr Luz, a agremiação passou a se destacar por belos hinos. Essa parceria ainda agregou outros nomes, como Teresa Cristina e Diego Nicolau.
Nesse período, os destaques são os sambas-enredo de 2015 (“Manifesto ao Povo em Forma de Arte!”), 2017 (“O Papel e o Mar”) e 2019 (“Dois de Fevereiro no Rio Vermelho”).
Mesmo com desfiles que muitas vezes pecaram pela parte visual, a Renascer conseguiu se firmar a partir desses bons sambas e com enredos culturais. A escola foi, ainda que não exatamente se planejando para tal, vanguarda do novo momento do desfile de escolas de samba que vivemos hoje.
Com outras escolas adotando também enredos críticos e culturais, a Renascer deixou de ser a exceção para ser a regra. Este pode ter sido um dos motivos de seu rebaixamento em 2020. Desde então, a escola segue na Série Prata, sonhando com o retorno para a Sapucaí. Para 2026, o enredo é “A Divina Comédia Brasileira”, reedição do carnaval de 2006.
