Aldir Blanc

Texto escrito em 04 de maio de 2020, data do falecimento de Aldir Blanc:

“Morreu hoje, aos 73 anos, o poeta, compositor e escritor Aldir Blanc. Ele seguirá vivo nas centenas de obras imortais que escreveu e que são verdadeiros hinos da música brasileira, como “Resposta ao Tempo”, “O Bêbado e a Equilibrista”, “Mestre-Sala dos Mares”, “Catavento e Girassol” e “Saudades da Guanabara”.

Tijucano e salgueirense, Aldir teve relação íntima com o carnaval. Foi um personagem do livro “Rua dos Artistas e Arredores” que inspirou o nome do bloco Simpatia É Quase Amor, do qual Aldir foi um apoiador frequente. Colaborou também com outros blocos de rua. Em 1987, Aldir fez parte da histórica comissão de frente da Estação Primeira de Mangueira, que homenageou o poeta Carlos Drummond de Andrade.

Aldir é também autor de Plataforma, em parceria com João Bosco, um manifesto sobre o carnaval de rua:

“Não põe corda no meu bloco

Nem vem com teu carro-chefe

Não dá ordem ao pessoal

Não traz lema nem divisa

Que a gente não precisa

Que organizem nosso carnaval

Não sou candidato a nada

Meu negócio é madrugada

Mas meu coração não se conforma

O meu peito é do contra

E por isso mete bronca

Neste samba plataforma

Por um bloco

Que derrube esse coreto

Por passistas à vontade

Que não dancem o minueto

Por um bloco

Sem bandeira ou fingimento

Que balance e abagunce

O desfile e o julgamento

Por um bloco que aumente

O movimento” .

Obrigado, Aldir!”

(clique aqui para acessar playlist com todas, ou quase todas, as músicas de Aldir Blanc que estão disponíveis no Spotify)