Cartola

Em 1908, nesta data, nasceu Angenor de Oliveira, que ficou mundialmente conhecido como Cartola. Cantor, compositor, poeta e violonista, Cartola foi fundador da G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, em abril de 1928.

Nascido no Catete, mudou-se para o Morro da Mangueira no início da adolescência. Por lá, conheceu Carlos Cachaça, parceiro de boêmia, de samba e de carnaval. Foi com ele e outros amigos que fundou o Bloco dos Arengueiros, que acabou sendo o núcleo inicial da escola de samba que tornou-se um dos símbolos maiores do carnaval. 

O apelido Cartola surgiu pois usava um chapéu-coco em seu trabalho como servente de pedreiro, buscando assim se proteger do cimento que caía de cima da obra. 

Na Mangueira, Cartola compôs o primeiro samba da escola (“Chega de Demanda”) e ainda os sambas-enredo dos carnavais de 1947 e 1948 (“Ciência e Arte” e “Vale do São Francisco”), ambos em parceria com Carlos Cachaça. Em 1977, fez parte de uma histórica Comissão da Frente da verde-e-rosa, junto com Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Antonico e Juvenal. 

Cartola morreu em novembro de 1980. Seu corpo foi velado na quadra da Estação Primeira de Mangueira e enterrado no cemitério do Caju, com o ritmista Waldemiro marcando o ritmo no surdo (um desejo de Cartola) enquanto os presentes entoavam “As Rosas Não Falam”. 

Em 2008, ano do centenário de seu nascimento, foi homenageado pelo Paraíso do Tuiuti (com o enredo “Cartola, teu cenário é uma beleza”) e lembrado também no desfile da Unidos do Viradouro. Infelizmente, por conta de um patrocínio, a Mangueira homenageou o frevo, deixando de lado um dos seus maiores baluartes.

11/10/2020