A Zona Portuária tem uma relação antiga com o carnaval da cidade, tendo sido ali que algumas das manifestações momescas mais importantes do Brasil nasceram e/ou se consolidaram. O Morro do Pinto, um dos primeiros da região a ser ocupado, não é diferente. Localizado perto da Mangueira e do Estácio, o lugar sempre foi lugar de samba e de sambistas, que interagiam intensamente com outros morros da cidade. Na música “Escurinho”, por exemplo, Geraldo Pereira relata a história de alguém que foi “no Morro do Pinto acabar com o samba”.
Fundado em março de 2006, o Bloco Carnavalesco Pinto Sarado tenta resgatar uma parte dessa tradição. Ele desfila no sábado pré-carnaval descendo o Morro, arrastando uma pequena multidão. O nome do bloco está totalmente relacionado a sua localidade: Pinto por conta do Morro e Sarado por conta do local da concentração.
O Pinto Sarado tem o cantor Enzo Belmonte no comando do carro de som e uma bateria afiada, que toca um repertório tradicional, com o hino do bloco, sambas-enredo e sambas. No final do cortejo (que termina na praça do Santo Cristo, perto da quadra do Fala Meu Louro), um DJ assume o comando e tudo vira um grande baile funk na rua. Muitos integrantes da A.R.E.S. Vizinha Faladeira, a Pioneira do Samba, escola de samba da região, participam do bloco.

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