“Junte um sorriso meu, um abraço teu
Vamos temperar
Uma porção de fé, sei que vai dar pé
Não vai desandar
Amasse o que é ruim, e a massa enfim
Vai se libertar
Sirva um prato cheio de amor
Pro Brasil se alimentar”
(Aluízio Machado / Arlindo Cruz / Beto Pernada / Índio do Império / Lula)
Em 1996, o Império Serrano homenageou o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, em seu enredo. O Reizinho de Madureira, com um dos seus grandes sambas, trouxe pra avenida um grito contra a fome e as desigualdades sociais e a favor da reforma agrária.
E aquilo que o Império gritou em 1996 parecia ter virado realidade, quando o crescimento econômico e algumas políticas de auxílio aos mais pobres fizeram com que o número de brasileiros que passam fome diminuísse muito entre 2005 e 2015. Infelizmente, foi por um curto período: com uma política econômica restritiva, agravada pela pandemia da Covid-19, cada vez mais brasileiros e brasileiras passam fome e dependem do auxílio de ONGs e movimentos sociais para se alimentar.
21/10/2021
