Hoje é dia de celebrar os 80 anos de nascimento do cantor e compositor Roberto Ribeiro, falecido aos 55 anos, em janeiro de 1996. Nascido em Campos, Roberto interpretou diversos sucessos do samba, foi campeão de vendas de discos e puxador do Império Serrano.
Foi ainda em Campos que Roberto Ribeiro começou a ter contato com o universo do samba e das escolas de samba cariocas. Ele sempre relatou ter se apaixonado pelo Império Serrano ao acompanhar notícias sobre o tetracampeonato conquistado pelo Reizinho de Madureira entre 1948 e 1951.
E, assim como quase todos os meninos da sua geração, Roberto Ribeiro tentou a sorte no futebol, chegando a jogar como goleiro no Goytacaz. Em 1965, ele foi para o Rio de Janeiro, chegando a treinar no Fluminense. Logo que chegou na capital, morou na favela do Sossego, em Madureira, passando a ter contato com toda a efervescência cultural do bairro.
Sem progresso no futebol, Roberto começou a buscar a música como uma forma de subsistência. Assim começou a cantar em programas de calouro e trabalhar como corista da gravação de discos e também de programas de rádio.
O trabalho de corista foi um marco para sua carreira e para duas paixões de sua vida. Isso porque foi assim que ele conheceu Liette de Souza, com quem viria a se casar. Ela também era corista, além de pastora do Império Serrano e irmã de Jorge Lucas, membro da Ala dos Compositores da escola. Foi ela quem levou Roberto Ribeiro para o Império Serrano.
Chegando ao Império Serrano, Roberto Ribeiro acabou virando membro ativo da escola: participou das disputas de samba-enredo, gravou os sambistas de lá, compôs sambas-enredo e também foi o intérprete da escola em alguns desfiles.
Sua presença nos desfiles chamou a atenção de Elza Soares, que o convidou para gravar alguns compactos com ela. A partir daí, Roberto foi gravando um disco atrás do outro, colecionando sucessos, como “Estrela de Madureira”, “Acreditar” e “Todo Menino É Um Rei”.
Com a “data cheia” de comemoração de seu nascimento, é importante que pelo menos parte dessa história seja resgatada. Roberto Ribeiro merece!
20/07/2020
