Foi lançado nesta sexta-feira em todas as plataformas digitais o álbum “Samba de Exaltação”, do cantor e compositor Dudu Nobre. Foram gravados sambas-exaltação das 12 escolas de samba do Grupo Especial e de 3 escolas do Grupo do Acesso.
Sambas-exaltação são músicas feitas em homenagens às agremiações. São normalmente executados na abertura dos ensaios e também no dia do desfile, como forma de esquentar e animar os componentes e o público de forma geral.
A gravação num mesmo álbum desses sambas era uma demanda antiga, visto que, ainda que alguns (como “Portela na Avenida”) já terem sido muito gravados, a junção deles dessa forma é algo inédito. Há também sambas que nunca haviam sido gravados.
Diferente do álbum de sambas-enredo gravado por Dudu Nobre, o disco lançado hoje não foi registrado ao vivo, o que faz com que se perca um certo “clima” da execução desses sambas, especialmente por estarmos acostumados a escutá-los na Sapucaí e nas quadras das escolas. Mesmo assim, o registro é importantíssimo, permitindo ampliar o conhecimento desses sambas.
O álbum também deixa um gosto de quero mais, tanto na perspectiva de conhecer os sambas-exaltação de mais escolas, quanto por termos muitas escolas que tem mais de um samba costumeiramente executado; é o caso, por exemplo, de Renascer das Cinzas, da Vila Isabel, ou Salve a Mocidade, da verde-e-branco de Padre Miguel.
Nesse fevereiro tão estranho, o álbum é um carinho no coração dos foliões e contribui para divulgar mais um pouquinho do complexo cultural das escolas de samba cariocas.
