Foi num dia 10 de novembro que a turma que batia bola no Independente F.C. resolveu formalizar fundação da G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel; eles já se reuniam há alguns anos e das rodas de samba após os jogos de futebol já havia nascido o bloco Mocidade do Independente (em 1953). Em 1955, fruto do crescimento dele e da rivalidade com outras agremiações da região, os boleiros batuqueiros resolveram fundar a escola.
Nesses mais de 65 anos de história, a Mocidade se tornou umas das mais conhecidas escolas do carnaval do Rio de Janeiro, tendo sido campeã em 6 ocasiões.
A Mocidade Independente começou a ganhar destaque nos anos 1970, quando se consolidou na elite do carnaval carioca e passou a contar com o patrocínio de Castor de Andrade, um de seus maiores torcedores. Em 1979, ganhou seu primeiro campeonato, com o enredo “O Descobrimento do Brasil”.
Até então, a escola era mais conhecida pela sua bateria, comandada por Mestre André. Ela foi vanguarda na elaboração de conceitos que hoje são base da maior parte das baterias, como a paradinha (criada por Mestre André) e o surdo de terceira, inventado por Tião Miquimba, um ritmista da agremiação.
Depois de ser vanguarda com a sua bateria, a verde-e-branco da Zona Oeste também ganhou destaque com os carnavalescos Arlindo Rodrigues e Fernando Pinto, que inovaram com enredos modernos e tropicalistas, e Renato Lage, com enredos futuristas.
Sua ala de compositores também é responsável por grandes sambas-enredo, como “A Festa do Divino” (1974), “Mãe Menininha do Gantois” (1976), “Como era Verde meu Xingu” (1983), “Ziriguidum 2001” (1985), “Tupinicópolis” (1987), “Sonhar Não Custa Nada” (1992) e, mais recentemente, “As mil e uma noites de uma ‘Mocidade’ pra lá de Marrakesh” (2017), “Namastê: a Estrela que habita em mim, saúda a que existe em você” (2018), “Elza Deusa Soares” (2020), “Batuque ao Caçador” (2022) e “Pede Caju que Dou… Pé de Caju que Dá!” (2024).
Depois de alguns anos de desfiles considerados ruins, a escola voltou a ser campeã em 2017. Nos anos seguintes, se manteve nas primeiras posições, indo para o Desfile das Campeãs em 2018, 2019 e 2020. Após essa fase, a escola voltou a ter desfiles muito irregulares, flertando com o rebaixamento. Em 2024, a agremiação voltou a ganhar destaque por conta de seu samba-enredo, que foi uma das músicas mais tocadas no pré-carnaval daquele ano.
No carnaval de 2026, a escola homenageará Rita Lee, com o enredo “Rita Lee: A Padroeira da Liberdade”.
