Imperatriz Leopoldinense

Na Zona da Leopoldina, que reúne alguns importantes bairros da Zona Norte carioca, como Bonsucesso, Ramos, Olaria e Penha, existia um caldo de cultura bem importante quando foi fundada, em 06 de março de 1959, a Imperatriz Leopoldinense. 

Por lá existiam, desde o começo do século XX, blocos e clubes carnavalescos. Há registros, por exemplo, da presença de Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Bide e Marçal nos carnavais do bairro. Em 1931, foi fundada a escola de Recreio de Ramos. Grande campeã do carnaval de 1934, a escola acabou se enfraquecendo e foi extinta. Alguns sambistas órfãos dessa escola fundaram a Imperatriz Leopoldinense.

Depois de alguns anos desfilando nas divisões inferiores do carnaval, a Imperatriz chegou ao grupo de elite do carnaval em 1965, de onde saiu poucas vezes. Em 1972, a Rainha de Ramos começou a ganhar destaque nacional, visto que o samba-enredo apresentado aquele ano (“Martim Cererê”, de Zé Katimba, um dos fundadores da agremiação) foi trilha sonora da novela Bandeira 2. 

Em 1980, a escola ganhou o primeiro de seus 9 títulos do carnaval. Após vencer também em 1981 e 1989, a Imperatriz teve seu auge de meados dos anos 1990 até 2001, quando ganhou 5 títulos (1994, 1995, 1999, 2000 e 2001). Liderada pela carnavalesca Rosa Magalhães, a escola apresentou enredos sobre diferentes fatos da história do Brasil com bastante densidade, com desfiles que ficaram conhecidos pela correção de suas apresentações. 

Rosa Magalhães permaneceu na escola até 2009. Depois de sua saída, a agremiação viveu altos e baixos, chegando a ser rebaixada em 2019. Esse momento acabou representando uma virada para a Imperatriz. Com a reedição do enredo e do samba campeões em 1981, sob a responsabilidade do carnavalesco Leandro Vieira, a escola apresentou um grande desfile no grupo de acesso em 2020. Ao atingir nota máxima em todos os quesitos, a escola voltou de cabeça erguida para a elite do carnaval carioca.

Essa virada também aconteceu em outros aspectos, como a escolha da agremiação em se aproximar das comunidades e favelas de Ramos, mudando o perfil dos integrantes da escola. 

Em 2023, com um enredo inspirado em cordel que retrata a chegada de Lampião ao céu e ao inferno, a escola voltou a ser campeã. Em 2024 e 2025, a escola seguiu fazendo grandes carnavais, tendo sido sempre destacada como favorita. Para 2026, a agremiação vai fazer uma homenagem a Ney Matogrosso, com o enredo “Camaleônico”.

(Clique aqui para acessar uma playlist com sambas-enredo e samba-exaltação da Imperatriz Leopoldinense)