Acadêmicos do Grande Rio

A Acadêmicos do Grande Rio foi fundada em 1988, no dia 22 de setembro. A Tricolor Caxiense surgiu surgiu bebendo na fonte de diversas agremiações que já existiam no município, como a Cartolinhas de Caxias, que chegou a desfilar por 3 vezes entre as grandes escolas cariocas nos anos 1950.

Nos seus primeiros anos, a Grande Rio apostou em temáticas identificadas com a negritude. Com bons desfiles, rapidamente chegou ao Grupo Especial, em 1991. Rebaixada nesse ano, a escola já voltou ao Especial em 1993, de onde nunca mais saiu. Depois da negritude, a escola foi migrando para enredos de caráter histórico. Em 1996, o samba da escola trouxe o famoso refrão onde afirmava “dar um banho de cultura”. E assim seguiu a Grande Rio até o final da década, tendo sua melhor colocação em 1999 (6º lugar).

Nos anos 2000, a escola embarcou na onda de enredos patrocinados e muitas vezes de valor cultural questionável. Também foi a partir dessa época que a escola passou a receber a presença de muitos artistas da TV. Se olharmos os desfiles da época, veremos que a Grande Rio acabou ganhando a fama (de “Acadêmicos dos PROJAC”) por um fenômeno que se alastrava por quase todas as agremiações.

Foi assim que a escola chegou a boas colocações, tendo sido vice-campeã em 2006, 2007 e 2010. Tudo parecia caminhar bem e o título era uma questão de tempo. Só que as mudanças que o desfile passou fez com que a forma de construir carnaval da Grande Rio ficasse defasada. O alerta definitivo para isso se deu em 2018, quando foi preciso uma virada de mesa para salvar a escola do rebaixamento.

Foi a partir daí que a escola resolveu se reconectar com os valores que marcaram seu início. Houve uma valorização de nomes da própria escola para o comando de quesitos importantes, como a bateria. E, para 2020, a escola contratou os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, que vinham de bons desfiles na Acadêmicos do Cubango, e apostou num enredo sobre Joãosinho da Gomeia, ganhando o vice-campeonato e vários prêmios pelo seu ótimo desfile. 

A consagração veio em 2022, com o impecável desfile “Fala, Majeté! Sete chaves de Exu”, que garantiu o primeiro título da escola. A direção da escola manteve a mesma equipe nos anos seguintes e novamente a escola teve ótimos desfiles, com destaque para o vice-campeonato em 2025, quando a agremiação apresentou um conjunto visual deslumbrante. Em 2026, a agremiação não terá os consagrados carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad e vai desfilar com o enredo “A Nação do Mangue”.