Cacique de Ramos

“Este ano eu não vou marcar bobeira
Vou caciquear
Só vou parar na quarta-feira”

(Noca da Portela)

Não é qualquer bloco que se transforma em verbo. Mas o Grêmio Recreativo Cacique de Ramos tem esse feito. Além deste, muitos outros, como ter sido a sede das rodas de samba que originaram o grupo Fundo de Quintal e que mostraram ao mundo nomes do samba como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Jorge Aragão e Almir Guineto. 

Fundado em 20 de janeiro de 1961, atualmente desfila pela Av. Chile (a concentração é na esquina com a Av. Rio Branco) no domingo, segunda e terça-feira de carnaval, por volta das 20h00. Assim como outros blocos que se apresentam nessa rua, o Cacique é um bloco organizado tal qual uma escola de samba, com alas fantasiadas, uma grande bateria e caminhão de som. E não há amadores no desfile do Cacique: todo mundo canta as músicas a plenos pulmões.

Suas fantasias homenageiam os indígenas apaches americanos. Segundo Bira Presidente, que comandou o bloco desde sua fundação até seu falecimento (em 2025), isso é fruto da influência de diversos seriados americanos da época, onde os apaches eram oprimidos pelos colonizadores. As fantasias e o nome do bloco são uma forma de solidariedade com estes grupos. 

Ao longo de muitos anos, o Cacique teve o Bafo da Onça como seu principal rival. Eles disputavam a preferência dos foliões e arrastavam multidões pelos dias de carnaval na avenida Rio Branco (muito antes das obras que criaram o VLT). Infelizmente, com as mudanças urbanas no bairro Catumbi, local de origem do Bafo, este foi se desestruturando, até parar de desfilar. 

O Cacique mantém até hoje uma sede na Rua Uranos, em Olaria, onde realiza rodas de samba semanais. É lá que está a mítica tamarineira, local dos mais importantes para o samba brasileiro.

Em nossa página no Instagram e na aba “notícias e novidades” aqui do site, divulgaremos mais detalhes do desfile do próximo carnaval.

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