Carnaval e Natal, três histórias

Hoje é Natal e dá para lembrar de 3 momentos que “natais” passaram pelos desfiles das escolas de samba. Um bem literal e outros 2 mais metafóricos.

A primeira lembrança é o desfile da Beija-Flor de 1997, sobre algumas festas que marcam o calendário, como ano-novo, São João, Páscoa, Haloween e… o Natal. A efeméride comemorada no dia 25 de dezembro ao redor do mundo foi retratada literalmente, com direito a uma alegoria com renas. Apesar do potencial popular do enredo, a homenagem não rendeu um bom samba-enredo nem um bom desfile.

A cidade de Natal também já passou pela Sapucaí. Na onda dos chamados enredos CEP do fim dos anos 1990 e da primeira década do ano 2000, o Salgueiro fez uma homenagem aos 400 anos da capital potiguar. O desfile teve alguns problemas, como um princípio de incêndio num carro alegorico, além do já tradicional inchaço nas alas. Isso acabou prejudicando a apresentação, que contava com boas alegorias e fantasias. No relato ano a ano do blog do Pedro Migão (que é excelente e merece ser lido e relido com frequencia), há um destaque para a fantasia da Ala das Baianas, que simbolizavam a espuma do mar de Natal.

Outro Natal que esteve presente nos desfiles foi Natalino José do Nascimento, o Natal da Portela. Dirigente da azul-e-branco de Madureira por muitos anos, Natal estava a frente da escola nos anos mais vencedores da agremiação. Falecido em 1975, Natal foi homenageado no enredo da Portela de 1984 (que trazia Paulo da Portela e Clara Nunes também como parte do enredo) e da Tradição em 1987.