O carnaval e a criação do mundo

Por João Paulo Gondim

Na história das escolas, é normal haver recorrência de assuntos. E ter a criação do mundo como tema parece dar samba. Por quatro vezes a cosmogonia venceu o carnaval do primeiro grupo.

Em 1978, o campeonato foi para a Beija-Flor com “A Criação do Mundo na Tradição Nagô”, desfile desenvolvido por Joãosinho Trinta.

No desfile de 1996, a Mocidade alcançou o céu através de “Criador e Criatura”. No enredo, Renato Lage apresentou a visão cristã da nossa origem.

No ano seguinte, 1997, a Viradouro conquistou sua primeira estrela através de “Trevas! Luz! A Explosão do Universo”, abordagem científica, com direito a Big Bang e abre-alas preto representando o “nada” cósmico. A Joãosinho Trinta coube novamente a explicação do aparecimento da vida.

Em 1998, fechando a sequência de três desfiles campeões sobre o surgimento do mundo, a Beija-Flor veio com “Pará- O Mundo Místico dos Caruanas nas Águas do Patu-Anu”. A azul e branco apresentou o evento sob a ótica marajoara duas décadas após abordar a versão iorubana no enredo. O trabalho de 1998 ficou a cargo de comissão de carnaval chefiada por Laíla, espécie de pajé nilopolitano