O desfile das escolas de samba do Grupo Especial vai começar em grande estilo. Isso porque, no domingo (15/02), estarão na avenida a Acadêmicos de Niterói, a Imperatriz Leopoldinense e as duas maiores campeãs do carnaval, a Portela e a Estação Primeira de Mangueira.
ENREDOS
A Acadêmicos de Niterói, campeã da Série Ouro em 2025, abre o carnaval com “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, que narra a trajetória de vida e luta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde a infância até sua ascensão política — um enredo de forte cunho social e histórico.
O samba-enredo da agremiação foi composto por um time de peso, que inclui nomes como Teresa Cristina, Paulo César Feital, Lequinho, Junior Fionda e André Diniz. A escola tem uma missão difícil: ser a primeira escola a se apresentar e se manter no Grupo Especial, algo que aconteceu apenas 2 vezes nos últimos 10 anos.
A Imperatriz Leopoldinense vem na sequência com “Camaleônico”, um enredo em homenagem ao cantor Ney Matogrosso, celebrado por sua versatilidade artística e impacto cultural ao longo de décadas. A escola manteve o carnavalesco Leandro Vieira – com ele, que desde 2023 na Rainha de Ramos, a agremiação já foi campeã e vice – cujo enredo campeão na Mangueira em 2016 é considerado um marco na forma de fazer enredos com homenagens biográficas. Por isso, a expectativa com esse desfile é alta.
Logo depois desfila a Portela, com “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, sobre o batuque, religião afro-gaúcha que teve Custódio Joaquim como grande liderança.
O desfile promete explorar a ancestralidade negra no Rio Grande do Sul, unindo a trajetória do príncipe a símbolos místicos como o Negrinho do Pastoreio e a força religiosa do Bará. A Águia Altaneira manteve o carnavalesco André Rodrigues (que desta vez assina o trabalho sozinho, sem a parceria que formou com Antônio Gonzaga em 2024/25) e promete entregar um grande desfile.
Para fechar a noite, a Mangueira traz “Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra”, um enredo que valoriza saberes tradicionais e ancestrais ligadas à floresta e às culturas afro-indígenas do Amapá.
No segundo ano do carnavalesco Sidnei França, a verde-e-rosa vem com uma maior estrutura e luta para conquistar seu primeiro título nesta década, mantendo aquilo que vem fazendo desde os primeiros anos de desfile (a Mangueira é a única agremiação que conquistou pelo menos 1 título em todas as décadas).

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